neuro marketing

Neuro Marketing

O que leva os consumidores a comprar? Como fazemos as nossas escolhas? O neuromarketing pode ajudar a responder a todas essas perguntas.

Ele consiste na aplicação da neurociência ao marketing e à comunicação, onde o objetivo é compreender melhor os comportamentos dos consumidores tomando como base a identificação dos mecanismos cerebrais que interferem no momento de uma compra ou em um anúncio publicado.

É como se você mapeasse o processo de compra dentro do cérebro do consumidor.

Nesse artigo, você vai entender mais o que é, por que é importante e muito mais!

O que é neuromarketing?

Praticado principalmente no campo da publicidade, o neuromarketing é a combinação das neurociências e de técnicas de marketing. Ele permite compreender, graças às atividades do cérebro, as emoções dos consumidores e seu comportamento no momento da compra.

Observa-se as reações do cérebro e as áreas associadas quando a pessoa é exposta a mensagens publicitárias, o que possibilita identificar as reações emocionais e a eficácia de um anúncio, de uma marca ou de um produto.

Muitos estudos já mostraram que os comportamentos de compra não dependem apenas do lado racional das pessoas, mas também pelos atos inconscientes determinados pelas emoções.

O cérebro humano seleciona as publicidades as quais ele é mais sensível, e apaga quase que automaticamente as outras.

Tenha em mente que neuromarketing não é uma estratégia de marketing e sim uma forma de compreender melhor o comportamento das pessoas através do funcionamento do seu cérebro.

Conheça como surgiu o neuromarketing

O termo neuromarketing surgiu no início dos anos 2000 e resultou de uma pesquisa feita por um neurologista, Read Montague, na Universidade de Baylor, Texas.

Para analisar as reações do cérebro humano sob a influência das marcas, ele submeteu os participantes a uma ressonância magnética, e aplicou dois testes.

O primeiro teste com com o objetivo de conhecer a preferência entre o sabor da Pepsi e da Coca Cola. O resultado mostrou que os participantes preferiram o sabor da Pepsi. Foi feito um segundo teste, só que mostrando a marca em si, e os resultados mostraram que a Coca foi a preferida.

A conclusão foi que o nome e a imagem de uma marca têm uma influência sobre a percepção dos consumidores.

Do ponto de vista científico e neurológico, observou-se que durante o primeiro teste, quando o consumidor não tinha nenhuma informação sobre os produtos, que uma parte do cérebro era ativada, uma região responsável pelos prazeres imediatos e instintivos.

Já durante o segundo teste, essa parte era desativada.

Entenda como funciona o nosso cérebro

Para ajudar você a ter uma visão mais clara do neuromarketing, vamos ver como funciona nosso cérebro, o qual é dividido em três partes:

  • Cérebro Reptiliano: é a parte responsável por tudo que está ligado à nossa sobrevivência, como a respiração e batimentos cardíacos, sendo ativada por emoções como fome, medo e raiva.
  • Cérebro Límbico: associado ao armazenamento de emoções e ativado por nossos sentidos.
  • Neocórtex: responsável pelas tomadas de decisão.

Então, todos os estímulos externos que recebemos, por exemplo, sons, imagens e cheiros, irão ativar o cérebro reptiliano e o sistema límbico. E no momento de tomada de decisão, o neocórtex vai ser ativado, que é o nosso lado mais racional.

Quando você conhece melhor como funciona o cérebro, é possível pensar em estratégias de marketing que ativem as regiões do cérebro relacionadas às emoções.

Quais são as vantagens do neuromarketing?

A principal vantagem é que através do neuromarketing, as empresas conhecem quais as emoções de seus clientes que levam à compra, e aí podem aplicar estratégias de marketing mais adequadas.

 E assim, elas podem ajustar sua publicidade e seus produtos para atender totalmente às necessidades e desejos de seus clientes.

Aqui é que entram os gatilhos mentais, que são ativados para acelerar nossa tomada de decisão, pois eles agem diretamente no sistema límbico, ou seja, direto nas emoções. É por isso que muitas pessoas não usam o seu lado racional para decidir, e sim o lado emocional.

Como aplicar o neuromarketing no seu negócio

Muitas pessoas acreditam que precisarão investir muito para aplicar neuromarketing, mas existem algumas coisas bem simples que você pode fazer para ativar as emoções de seus clientes. Veja algumas:

1.Uso de imagens

A maioria das pessoas se sente mais atraída por imagens do que por um texto escrito, por exemplo.

As imagens despertam mais o interesse e são captadas e guardadas com mais facilidade. Um bom exemplo disso é o Instagram, onde o apelo visual é enorme e tem a capacidade de influenciar as pessoas de uma maneira muito mais impactante.

2.Uso de cores

As cores também têm um impacto nas nossas reações emocionais. Por isso que você deve prestar muita atenção nas cores que usa no seu site, no logotipo e nos seus produtos.

Não sei se você sabe, mas o cérebro leva segundos para perceber uma cor e já fazem uma avaliação a partir daí, ou seja, as cores também representam um papel no momento de escolha.

3.Gatilhos mentais

Como já foi dito acima, os gatilhos mentais são responsáveis por desencadear nossas emoções.

Existem diversos gatilhos mentais que você pode usar, como o de escassez, o de especificidade, o de urgência, etc. Todos eles irão fazer com que a pessoa aja mais rápido, principalmente porque não quer perder.

4.Técnicas de persuasão

É importante você mostrar ao seu cliente que ele só tem a ganhar com o que você está oferecendo e é você quem tem a solução para ele.

Por isso que existem as técnicas de persuasão, que têm o poder de convencimento. Mas lembre-se sempre que não tem nada a ver com manipulação.

A persuasão se dá de uma forma que o leitor nem percebe que está sendo direcionado a uma compra, o processo acontece de uma forma quase que natural.

Conclusão

Você viu que o neuromarketing não é uma estratégia de marketing, mas sim uma forma de compreender como funciona o cérebro humano no momento de tomadas de decisões e escolhas.

E se você tiver a percepção de saber o que mais influência seu cliente durante o processo de compra, as chances são que seus resultados só melhorem.

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